“Mas é só comer/parar de comer”

Chegamos ao final da semana de conscientização dos Transtornos Alimentares, já conhecida nos EUA e Canadá e que vem ganhando espaço por aqui.

Um dado que certamente explica e que vai te causar surpresa: cerca de 55% dos americanos tem amigos ou amigos de amigos que tem ou tiveram transtorno alimentar. Além disso, dentre os transtornos psiquiátricos, os transtornos alimentares são os de mais chances de complicações clínicas e de morte. Impactante, não? 

Agora imagina adoecimentos tão sérios, que tira tanto da vida de quem sofre fosse reforçada pelas revistas, redes sociais, empresas…? Sim, isso acontece o tempo todo! Toda a vez que postamos uma foto de antes e depois, mostrando que a vida é melhor com menos kg, menos gordura. Quando trocamos dicas de como não ter fome ou seguir o jejum intermitente. Quando postamos fotos motivacionais do tipo: “o corpo alcança o que nossa mente deseja”. Quando recebemos ou fazemos uma dietinha para perder os famosos 3 kilinhos…

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Isso não é suficiente, claro. Transtorno alimentar vem junto com a genética, fatores marcantes de vida e outros. E de repente surge uma guerra com algo tão vital: o comer.

Tudo isso somado ao discurso distorcido de que perda de peso é saúde, afinal diariamente lemos sobre a epidemia da obesidade. É bom mesmo cortar alguns alimentos, nossa sociedade ocidental consome muito açúcar! Sim, é questão de força de vontade, afinal vemos blogueiras, artistas, ex-BBBs contando como perderam 6, 7 kg. É só fechar a boca. Tudo isso explica a dificuldade das pessoas perceberem a complexidade da situação e nem sempre lidarem bem com situações tão desafiadoras.

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“Coma, Ellen!”. Cena do filme To the bone (O mínimo para viver)

Certamente não é fácil. É desgastante. Falta paciência. Falta esperança. Falta informação. Sobra preconceito. Mas não se está sozinho. Existem profissionais especializados em transtornos alimentares e você pode pedir ajuda.

A equipe mínima que ajuda um(a) paciente com transtorno alimentar são: psicólogo, psiquiatra e nutricionista, com experiência em transtorno alimentar.

Ninguém tem culpa por adoecer ou por não saber como lidar com o adoecimento. Não existem vilões ou culpados. Mas você pode contar com apoio para te ajudar a orientar, a ter um espaço para desabafar suas dificuldades. Para tirar sua dúvidas. Para aprender e desbravar um novo caminho, um nova história!

 

 

 

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