5 Reflexões do Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares

Ontem, 02 de junho, foi um dia internacional, em que instituições de tratamento e recuperação dos Transtornos Alimentares (TAs) se mobilizam para informar a população , desmitificar e alertar sobre os TAs (no Instagram, você pode buscar @worldeatingdisorderaction). Eu (Karen, @eagoranutri), em parceria com o nutricionista Victor Hugo Machado (@nutrivictormachado) e a psicóloga Cristina Collusso (@criscollusso) decidimos trazer um pouco disso para Brasília e fizemos uma ação para uma roda de conversas num formato de picnic.

Cada um de nós temos histórias totalmente individuais com nosso corpo, com a alimentação. Foi muito bacana, perceber na prática, que problemas de relação com a comida atinge qualquer um. Tivemos mães que queriam um norte, filhos que queriam compreensão. Tivemos pessoas que conseguiram superar cicatrizes do bullying muito dolorosas. Então, eu gostaria de deixar uma síntese do que foi esse dia na nossa ação:

  1. Transtorno alimentar é adoecimento psiquiátrico. O problema não está no corpo ou no prato. O problema está na mente;
  2. É uma doença que envolve genética, se desenvolve ao longo da vida. Mas tem tratamento e você pode ficar anosss muito bem!
  3. Por ser uma doença, não é uma fase. Claro, tudo na vida é fase. E mesmo no TA tem momentos bons e ruins. Mas doença não é fase. Doença tem fase. É diferente, percebe?
  4. Não é uma escolha.
  5. É um sofrimento não somente para quem porta, mas quem está ao redor e tem uma sensação de impotência. Não sabe o que falar, o que fazer. Se você é amigo, parceiro(a), tem algum familiar com TA, não hesite em buscar suporte pra você também. A máscara a gente põe primeiro na gente.

Percebemos o quanto esse tema ainda é pouco conhecido, o quanto as pessoas que a portam ainda acreditam serem culpadas (e se envergonharem) por ter TA. E na verdade não existe culpados, afinal ninguém escolhe adoecer. Esse é um sentimento que o transtorno faz a gente sentir. Não deixe de buscar tratamento. A equipe mínima são: psicólogo, psiquiatra e nutricionista com experiência em transtorno alimentar. Ainda há muito trabalho pela frente! Se cuida!

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