L.O.A, feminino, 45 anos

“Karen, quero agradecer pela qualidade de vida que ganhei com o seu trabalho. Minha alimentação era restritiva e monótona.Colecionava dietas de baixa caloria e, junto com elas, experiências de fracasso. A proposta de esquecer as calorias e de ouvir meu corpo foi uma novidade. Confesso que fiquei desconfiada, cheguei a pensar: Vou engordar! Se eu comer sem um “roteiro” com discriminação de hora, alimento e quantidade, vou explodir! Mas decidi acreditar e experimentar.

Aprender a respeitar minha fome e saciedade foi um tanto difícil. Havia desaprendido a perceber a necessidade básica da fome, uma vez que comia nos horários estabelecidos nas dietas e, no final do dia, comia o que tinha pela frente e sem controle algum. Desse modo, não sentia fome há um bom tempo, há uns bons anos…
Aos poucos fui conseguindo “escutar” o que meu corpo “dizia”, mas foi um trabalho de paciência. Quando esta percepção ficou mais fácil, foi a vez de perceber a quantidade que me satisfazia. Era importante saciar a fome sem exceder na quantidade, a fim de evitar o desconforto sentido pelo corpo, quando excedemos. Algumas vezes errei pra mais, outra pra menos, mas consegui encontrar uma quantidade próxima do ideal com o treino do dia a dia.
Foi outro aprendizado que demandou atenção ao que meu corpo comandava. Mas foi possível.
Há mais de 30 anos não tinha uma alimentação tão saudável e prazerosa, sem restrições e com qualidade.
Posso comer um brigadeiro em plena segunda-feira. Pois, embora este seja o dia internacional do início da dieta, eu não faço mais dieta, eu cuido da minha saúde!
Posso também não comer a sobremesa do aniversário, por estar sem vontade  de comer doce naquele momento. Não preciso comer doce, porque há sobremesa nas festas e nos aniversários!
Eu posso comer de tudo, mas antes decido se quero!
Enfim, não há mais um papel ditando o que comer e o que não comer, há um corpo e uma mente libertos de toda restrição do mundo das dietas, pois este mundo não me pertence mais!
Muito obrigada por seus ensinamentos de respeito ao meu corpo, ao meu desejo e à minha saúde!”